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terça-feira, 3 de abril de 2012

Algo a dizer?

Quando se tem muito a dizer, mas palavra alguma sai. Um aperto no peito, uma saudade, lembrança que dói. Vontade de tapar os ouvidos para certas coisas. Fazer do ouvido um objeto seletivo, que só absorve o que se quer. Da boca, que agora não sai nenhuma palavra, uma vontade de gritar milhões de explicações e lamentações. Se a sinceridade, franqueza, coragem e amor fossem características fiéis do ser humano, talvez falar não fosse assim tão difícil e escutar e compreender alguém, sem fazer julgamentos, fosse possível.

Num mundo que adora dividir, separar, distanciar, o tempo muitas vezes só maltrata, não traz cura. E aqui, mais um corpo que se cansou, mas ainda tem fé. Que prefere o amor ao ódio, o perdão ao rancor e que sempre, por mais que doa, vai estar de pé.

domingo, 4 de março de 2012

Feito para mim

"Corajosa. Você foi corajosa. Não tinha que escolher, você foi escolhida e quem é escolhido pelo amor não tem alternativa, não tem rota de fuga". 
A gente quebra a cara, arrisca tudo, aposta alto, sonha e voa com asas de ilusão. Mas quando a gente ama de verdade, a certeza desse amor é mais forte que tudo, e essas loucuras, sentimentos incertos, inseguros passam a ser enganação de pequenas paixões do passado.
Eu sempre disse, apesar de não ser muito romântica, que a gente só ama de verdade uma única vez. A gente se engana com os amores cheios de roteiros, que passam/nos apresentam por aí. Mas amor de verdade não está nos livros, nos contos, fábulas, filmes e novelas. A gente sabe que é amor quando ele te completa, quando não se sonha, se vive.

"O amor é mais do que palavras, frases feitas perfeitas. É mais do que ter um bem. O amor é mãe, é pai de todas as riquezas. É o dom de se dar pra alguém. "
— Jamil e uma noite - Dom de se dar.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Às vezes, a vida sorri meio amargurada

Uma hora e meia de viagem, eu decidi tirar o fone e prestar atenção no que todos (no carro) estavam ouvindo e cantando. Deixando a paisagem monótona lá fora e os pensamentos fugirem por segundos, eu comecei a refletir na música, em sua melodia, letra e sintonia com tudo o que se passava nos últimos dias.
Para alguns pode parecer besteira, mas pra mim, muitas vezes um versículo, frase de um livro, uma música etc fazem muito sentido e servem de auto ajuda para algumas situações. Essa era a música que todo mundo cantava no carro e que, sem perceberem, falava tanto comigo.

"Haverá UM DIA em que você NÃO HAVERÁ DE SER FELIZ.
Sentirá o ar sem se mexer, SEM DESEJAR como ANTES SEMPRE QUIS.
Você vai rir... sem perceber. Felicidade é só questão de ser.
Quando chover... deixar molhar... Pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem VER A LUZ...
Se CHORAR, chorar é vão, porque OS DIAS VÃO PRA NUNCA MAIS.

Melhor viver meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar, dançar na chuva quando a chuva vem.

TEM VEZ  em vez que AS COISAS PESAM MAIS DO QUE A GENTE ACHA QUE PODE AGUENTAR.
Nessa hora FIQUE FIRME, pois tudo isso LOGO vai PASSAR!
Você vai rir... sem perceber... Felicidade é só questão de ser.
Quando chover... deixar molhar, pra receber o sol quando voltar."

                                                                               Felicidade - Marcelo Jeneci

A gente passa por tanta coisa ruim, tem de enfrentar tantos problemas que os dias nublados e chuvosos parecem não findar. Mas em dias de chuva, a gente tem que deixar molhar (enfrentar de frente, meter a cara) para que o sol venha iluminar e "dar" jeito em tudo o que estava fora de seu lugar.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ponto de DESequilíbrio

Me pediram para não parar de lutar, me fizeram jurar nenhuma desistência. Me abraçaram para acalmar minha tristeza, me confortaram para que eu pudesse sentir menos dor. Mas eu não pude cumprir minhas juras, não pude retribuir o abraço, muito menos amenizar minha tristeza. Não consegui sentir conforto em meu próprio EU e só aumentava a minha dor. O pior de tudo era a culpa, o sentimento infeliz de traição. Trair seus "conceitos" é tarefa difícil, mais ainda, quando não se tem o controle sobre isso.
Fingia risos, fingia tranquilidade e fingia força. Força que é impossível ter com tanto fingimento, mas eu estava tentando e muito.
Precisava crescer, lutar e enfrentar o que estava por vir e mesmo precisando de um "apoio", eu sabia que deveria agir sozinha.

“Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.” (Salmo 73:26)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Destruição

Essa dor gritava. A dor que morava no meu peito gritava. Parecia querer que eu soubesse, que ela não ia embora tão cedo, que ela iria atrapalhar meus passos e decisões.
Tudo parecia pela metade, incerto. 
Era tudo quase. Quase início, quase fim. 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Paciência - Lenine

“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não para. Enquanto o tempo acelera e pede pressa, eu me recuso, faço hora vou na valsa. A vida é tão rara. Enquanto todo mundo espera a cura do mal e a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência. O mundo vai girando cada vez mais veloz, a gente espera do mundo e o mundo espera de nós um pouco mais de paciência. Será que é o tempo que lhe falta pra perceber? Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara.”

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Reencontro

Eu quero chegar lá olhar nos olhos dele e não sentir nada, absolutamente nada. 
Quero ser fria, como nunca fui. Quero ser atriz só por uma noite e fingir que não há mágoa, que não há tristeza e que (por favor! Essa, muito menos.) não há saudade. 

Vou pedir a Deus que construa uma armadura para minha alma, da qual você não irá invadir. Não mais. Pedirei a Ele também, que qualquer lágrima, tonta e cheia de dor, sequer apareça. E que ele não perceba que ainda tem algum "poder" sobre mim.

Quero que a sua presença e o seu cheiro não influenciem mais meus atos. Quero comandar os meus passos em sua direção, mas não a seu favor. 

Quando eu voltar para casa, não me importa a exaustão que irei sentir, de todas as lágrimas que vão se misturar com a água do chuveiro. Água que vai lavar e levar com ela um pouquinho disso tudo. Não me importo se eu desabar quando voltar, só não quero demonstrar qualquer tipo de fraqueza ou submissão aquele olhar.

Ando com sede de vingança. Vingança essa, que vive em mim como um bichinho de garras afiadas, que está corroendo tudo aqui dentro, toda vez que lembro das mais cruéis e doces mentiras, que ele me contava.

Mas eu não quero sentir mais nada. Absolutamente, nada!